Curso prático: Solos - Classificação, Manejo e Ambientes de Produção Dinâmico de cana-de-açúcar

Data
28/06/2018 (8:00 - 18:00) e 29/06/2018 (8:00 - 16:00)
Local
Hotel Center Flat
Rua José Pinto de Almeida, 877 - Bairro Alto, Piracicaba-SP CEP: 13.419-000
Palestrantes
Dr. Hélio do Prado - Centro de Cana (IAC)
Dr. André César Vitti - APTA Regional Polo Centro Sul

Público Alvo

Profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, usinas, multinacionais e produtores agrícolas com interesse na área de solos para a cultura da cana-de-açúcar.

Missão

Aperfeiçoar os conceitos de classificação de solos e suas aplicações teórico-práticas para otimizar a produtividade de cana-de-açúcar.

Faça sua inscrição

Novidades! Enquete #68. Solos distróficos: a grande amplitude de cálcio e magnésio em sub superfície

De acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS, 2013), a condição química pedológica é avaliada de acordo com os dados do quadro 1.

Quadro 1. Critérios químicos de subsuperfície (SiBCS, 2013).
Critérios químicosV(1)m(1)Al3+RC(3)T(3)
Eutrófico≥ 50> 1,5
Distrófico<50<50> 1,5
Ácrico≤ 1,5 *
Álico≥ 50> 1,5
Alítico≥ 50≥ 4,0> 1,5≥ 20
Alumínico≥ 50≥ 4,0> 1,5< 20
(1): porcentagem; (2): cmolckg-1 de solo; (3): cmolckg-1 de argila; * para ser ácrico é necessário também que o pH KCL seja maior ou igual a 5,0, ou que o delta pH (pH KCL-pH água) seja positivo.

Observando milhares de análises do Brasil da camada sub superficial dos solos distróficos com argila de atividade baixa (Tb), verificamos que particularmente para nessa condição química, os valores de cálcio variaram de 0,5 até 2,0 cmolckg-1 de solo e os valores de alumínio a variação foi de 0,2 a 0,8 cmolckg-1 de solo, ou seja, muita variação para a mesma condição química.

Portanto, os elementos que influem no crescimento radicular (cálcio positivamente e alumínio negativamente) estão na mesma faixa de amplitude dos solos distróficos.

Em outras palavras, parte dos solos distróficos do quadro 1 que apresentam saturação por bases não atingem V% dos solos de eutróficos, apresentam teor de cálcio relativamente alto (mesotróficos no quadro 2), e parte dos solos distróficos apresentam saturação por alumínio que se aproxima, mas não atinge m% dos solos álicos, apresentam teor de alumínio relativamente alto (mesoálicos no quadro 2).

Por esses motivos em 2004 sugerimos ao Comitê do Sistema de Classificação ajustar essas enormes amplitudes. Além disso, como sugestão, incluir também a soma de bases no referido quadro 1 porque existem solos com valor de saturação por bases que ultrapassam ligeiramente o valor de 50%, mas não possuem teor mínimo de cálcio adequado em sub superfície (1,0 cmolckg-1 de solo), não justificando assim a condição de solo eutrófico.


Participe...

Solos semelhantes, características diferenciais e aspectos de manejo

Alguns solos no campo apresentam certas semelhanças, mas precisam ser diferenciados porque diferem nos aspectos de manejo.

As possíveis semelhanças ocorrem em relação a coloração, estrutura, consistência e profundidade.

As figuras 1 a 4 destacam os solos que mostram algumas semelhanças no campo, mas que na realidade são diferentes.

Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.
Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.

Características diferenciais

Latossolo- horizonte B com estrutura subangular fraca e consistência muito friável, ausência de cerosidade.
Nitossolo- horizonte B com estrutura prismática que se rompe em blocos subangular forte, cerosidade forte e abundante.

Continue lendo...

Vídeo - Cor do solo.

Conheça nosso canal no YouTube.

Pedologia fácil no YouTube

Solo-paisagem

Veja o vídeo destacando a relação solo-paisagem de: Latossolo Vermelho, Nitossolo Vermelho e Neossolo Litólico.

Esse conhecimento é muito importante nos estudos de gênese e levantamento de solos.

História da Pedologia

Em 1877 Dokouchaiev, pioneiramente, estudou os solos da Rússia considerando a distinta existência dos horizontes desde a superfície até a atingir rocha, estabelecendo assim a base da Pedologia, considerando além da diferenciação morfológica vertical do solo, seus constituintes, sua gênese. Essa ciência, relativamente recente, contribui para o desenvolvimento de uma nação porque informa as características dos solos, que são indispensáveis para o racional planejamento do uso das terras na agronomia, geologia, geografia, geomorfologia, biologia e na ecologia.

Formação do Solo

O tempo como fator de Formação do Solo

Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito. A figura abaixo ilustra a evolução do solo que aumenta de espessura ao longo do tempo.

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Indicações Pedológicas

Diversas classificações!

A Pedologia é uma ciência que possui uma lógica de abordagem que pode ser facilmente compreendida. Podemos identificar um solo como identificamos uma música, em uma canção não precisamos ouví-la inteira. No solo isto pode acontecer, não precisamos examinar diretamente todas as características morfológicas para classificá-lo.

Para detalhar este solo é fundamental o conhecimento das condições químicas, físicas e mineralógicas. A hierarquia da classificação de solos no Sistema Brasileiro consta na figura 1 e no Sistema Americano na figura 2.

Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

As cores citadas na sub ordem adjetivam de vermelho, vermelho-amarelo e amarelo os Latossolos e Argissolos, e de vermelho parte dos Nitossolos. As interpretações químicas pedológicas no nível de grande grupo podem ser examinadas, em detalhe, na enquete 27.

Para maiores detalhes sobre cor de solos no nível de subordem consultar a enquete 44.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Apoio:

IPNI Jornal da Cana The International Union of Soil Sciences Natural Resources Management and Environment Departament ISRIC - World Soil Information