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Enquete #73. Tipos de horizonte A e suas relações com o manejo

Existem vários tipos de horizonte superficial: A chernozêmico, A proeminente, A húmico, A moderado, A fraco e horizonte hístico).

As cores muito escuras ou pretas são exigidas para os horizontes A chernozêmico, A proeminente, A húmico, e horizonte hístico. Na tabela Munsell essas cores correspondem as relações valor/croma menores ou iguais a 3/3)

Além dessa cor muito escura, outro aspécto prático de campo para classificar o horizonte A é medir sua espessura, deve ser no mínimo 1/3 da espessura da soma das espessuras dos horizontes A e B quando essa soma supera 75 cm, (exemplo A+B=90 cm, a espessura mínima deve ser de 30 cm no horizonte A), esses 30cm também devem ter a cor muito escura como acima citado (valor/croma menores ou iguais a 3/3), para ter chance de ser A chernozêmico, ou A proeminente, ou A húmico.

Se a soma dos horizontes A+B (ou A+C) não atingir 75cm, o horizonte A deve apresentar no mínimo 18cm de espessura (exemplo A+B com 60cm, 1/3 de 60=20cm de horizonte A que supera 18cm, assim atende a exigência de espessura; mas se o solo for raso exige-se pelo menos 10cm no horizonte A.

Outra informação de campo além da cor e da espessura, refere-se a consistência seca do horizonte A, que não pode ser dura, nem muito dura, muito menos extremamente dura para A chernozêmico, A proeminente, A húmico e horizonte hístico.

Em igualdade de cor e espessura, o horizonte A chernozêmico difere do horizonte A proeminente pelo valor de saturação por bases, se V for maior ou igual a 65% é A chernozêmico; mas se for menor que 65% é A proeminente, ambos, ainda, devem apresentar teor de carbono maior ou igual a 0,6%.

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Curiosidade!

O enraizamento no solo coeso álico é limitado porque reduz a capacidade de água disponível (CAD), a qual é proporcional ao volume radicular.

No período seco, as raízes crescem pouco nesse ambiente físico adverso, mas essa adversidade aumenta significativamente pela falta de cálcio, elemento que somente nas doses adequadas estimula o crescimento das raízes.

Como consequência, o ambiente de produção para essa cana-de-açúcar da usina Miriri (Paraíba) fica muito restritivo devido ao stress hídrico elevado.

Uma das formas de atenuar as citadas adversidades é colher a cana-de-açúcar no início de safra, período mais próximo das chuvas de maior volume no ano!

Solos semelhantes, características diferenciais e aspectos de manejo

Alguns solos no campo apresentam certas semelhanças, mas precisam ser diferenciados porque diferem nos aspectos de manejo.

As possíveis semelhanças ocorrem em relação a coloração, estrutura, consistência e profundidade.

As figuras 1 a 4 destacam os solos que mostram algumas semelhanças no campo, mas que na realidade são diferentes.

Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.
Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.

Características diferenciais

Latossolo- horizonte B com estrutura subangular fraca e consistência muito friável, ausência de cerosidade.
Nitossolo- horizonte B com estrutura prismática que se rompe em blocos subangular forte, cerosidade forte e abundante.

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Solo-paisagem

Veja o vídeo destacando a relação solo-paisagem de: Latossolo Vermelho, Nitossolo Vermelho e Neossolo Litólico.

Esse conhecimento é muito importante nos estudos de gênese e levantamento de solos.

História da Pedologia

Em 1877 Dokouchaiev, pioneiramente, estudou os solos da Rússia considerando a distinta existência dos horizontes desde a superfície até a atingir rocha, estabelecendo assim a base da Pedologia, considerando além da diferenciação morfológica vertical do solo, seus constituintes, sua gênese. Essa ciência, relativamente recente, contribui para o desenvolvimento de uma nação porque informa as características dos solos, que são indispensáveis para o racional planejamento do uso das terras na agronomia, geologia, geografia, geomorfologia, biologia e na ecologia.

Formação do Solo

O tempo como fator de Formação do Solo

Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito. A figura abaixo ilustra a evolução do solo que aumenta de espessura ao longo do tempo.

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Indicações Pedológicas

Diversas classificações!

A Pedologia é uma ciência que possui uma lógica de abordagem que pode ser facilmente compreendida. Podemos identificar um solo como identificamos uma música, em uma canção não precisamos ouví-la inteira. No solo isto pode acontecer, não precisamos examinar diretamente todas as características morfológicas para classificá-lo.

Para detalhar este solo é fundamental o conhecimento das condições químicas, físicas e mineralógicas. A hierarquia da classificação de solos no Sistema Brasileiro consta na figura 1 e no Sistema Americano na figura 2.

Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

As cores citadas na sub ordem adjetivam de vermelho, vermelho-amarelo e amarelo os Latossolos e Argissolos, e de vermelho parte dos Nitossolos. As interpretações químicas pedológicas no nível de grande grupo podem ser examinadas, em detalhe, na enquete 27.

Para maiores detalhes sobre cor de solos no nível de subordem consultar a enquete 44.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

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IPNI Jornal da Cana The International Union of Soil Sciences Natural Resources Management and Environment Departament ISRIC - World Soil Information