Lançamento! Pedologia Fácil 5ª edição

Hélio do Prado Pesquisador do Centro de Cana de Ribeirão Preto, especialista em Pedologia para ambientes de produção de plantas

Os principais objetivos do livro são:

  • Ordenar os critérios práticos para classificar os solos do Brasil de acordo com os critérios estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (2013).
  • Correlacionar a classificação de solos do Brasil com a classificação dos Estados Unidos e com a classifi-cação Internacional (WRB/FAO), rotineiramente citadas nas teses de mestrado e doutorado e nos trabalhos de revistas científicas.
  • Informar na nomenclatura dos Estados Unidos quais são os solos predominantes nos países tropicais.
  • Interpretar os perfis de solos representativos em relação aos dados:
    • Químicos (saturação por bases e por alumínio, CTC do solo e CTC da argila, retenção de cátions, e ponto de carga zero (PCZ).
    • Granulométricos: argila, silte, areia fina e areia grossa.
    • Mineralógicos: argila 2:1, 1:1, óxidos de ferro e alumínio.
  • Informar a legenda prática de solos que facilita muito os estudos de relação solo-paisagem nos levanta-mentos de solos e nos estudos de gênese.
  • Apresentar a régua de ambientes de produção de cana-de-açúcar, com base no pedoclima que mede as produtividades médias de cinco cortes no manejo básico e no manejo avançado.
  • Informar a influência da vinhaça, torta de filtro, irrigação nos ambientes de produção de cana-de-açúcar classificados no manejo básico.
  • Demonstrar cálculos do valor da terra nua de uma propriedade agrícola com base na capacidade de uso das terras e nas vias de acesso a propriedade.
  • Exemplificar a evolução das produtividades de cana-de-açúcar ao longo de décadas com base no manejo de Latossolos com baixo potencional nutricional ao longo do perfil.
  • Elaborar grupos de manejo em relação ao preparo e conservação do solo, adubações fosfatada e potássi-ca, aplicação de herbicidas e ao manejo varietal da cana-de-açúcar.

Data de lançamento: 5 de novembro

Disponivel para compra no site www.fundag.br

Enquete #64. Ponto de carga zero: propriedades físicas, químicas, mineralógicas, morfológicas e manejo

A Pedologia permite associar com segurança o conceito do PCZ com outros parâmetros, o que é básico para o manejo de solos.

Ponto de Carga Zero (PCZ) é o valor do pH onde a carga superficial de um sistema reversível de dupla camada é zero (PARKS & BRUYN, 1962).

Para mostrar diversas interrelações a partir do PCZ, foram escolhidos tres perfis de solos, um perfil com total participação das cargas elétricas permanentes figura 1 (a), e dois perfis com cargas elétricas variáveis figura 1 (b) e figura 1 (c).

Figura 1. Solos de Minas Gerais e Goiás.
Figura 1. Participação das cargas elétricas permanentes, ou independentes de pH (a); participação das cargas elétricas dependentes de pH, adaptado de Wambeke (1974), (b), (c).

(a) - argila 2:1, cargas elétricas negativas ao longo do perfil (cargas permanentes ou independentes de pH);

(b) - argila 1:1, cargas elétricas negativas até certa profundidade do perfil, reversão para cargas positivas no pH relativamente baixo nas maiores profundidades no perfil (cargas dependentes de pH);

(c) - argila oxídica, cargas elétricas negativas até certa profundidade do perfil, reversão para cargas positivas no pH relativamente alto nas maiores profundidades no perfil (cargas dependentes de pH).

Quando o pH do meio é maior do que o PCZ predominam cargas elétricas negativas, ou seja representa a capacidade de troca de cátions (CTC), figura (1b), e em parte na figura 1 (c); quando o pH do meio é menor do que o PCZ predominam cargas elétricas positivas, ou seja representa a capacidade de troca de ânions (CTA), parte na figura 1 (c), nessa condição há significativa adsorção de ânions (fosfato, sulfato, nitrato, cloreto).

Continua...

Votar!

Vídeo - Cor do solo.

Conheça nosso canal no YouTube.

Pedologia fácil no YouTube

Solo-paisagem

Veja o vídeo destacando a relação solo-paisagem de: Latossolo Vermelho, Nitossolo Vermelho e Neossolo Litólico.

Esse conhecimento é muito importante nos estudos de gênese e levantamento de solos.

História da Pedologia

Em 1877 Dokouchaiev, pioneiramente, estudou os solos da Rússia considerando a distinta existência dos horizontes desde a superfície até a atingir rocha, estabelecendo assim a base da Pedologia, considerando além da diferenciação morfológica vertical do solo, seus constituintes, sua gênese. Essa ciência, relativamente recente, contribui para o desenvolvimento de uma nação porque informa as características dos solos, que são indispensáveis para o racional planejamento do uso das terras na agronomia, geologia, geografia, geomorfologia, biologia e na ecologia.

Formação do Solo

O tempo como fator de Formação do Solo

Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito. A figura abaixo ilustra a evolução do solo que aumenta de espessura ao longo do tempo.

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Indicações Pedológicas

Diversas classificações!

A Pedologia é uma ciência que possui uma lógica de abordagem que pode ser facilmente compreendida. Podemos identificar um solo como identificamos uma música, em uma canção não precisamos ouví-la inteira. No solo isto pode acontecer, não precisamos examinar diretamente todas as características morfológicas para classificá-lo.

Para detalhar este solo é fundamental o conhecimento das condições químicas, físicas e mineralógicas. A hierarquia da classificação de solos no Sistema Brasileiro consta na figura 1 e no Sistema Americano na figura 2.

Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

As cores citadas na sub ordem adjetivam de vermelho, vermelho-amarelo e amarelo os Latossolos e Argissolos, e de vermelho parte dos Nitossolos. As interpretações químicas pedológicas no nível de grande grupo podem ser examinadas, em detalhe, na enquete 27.

Para maiores detalhes sobre cor de solos no nível de subordem consultar a enquete 44.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Apoio:

IPNI Jornal da Cana The International Union of Soil Sciences Natural Resources Management and Environment Departament ISRIC - World Soil Information