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Enquete #72. A régua que mede as produtividades de cana-de-açúcar

Ambientes de produção é a interação do solo com o clima, considerando também o nível de manejo.

Os diversos ambientes de produção são representados por letras, cada letra mede o potencial produtivo na média de cinco cortes (TCH5).

As produtividades de cana-de-açúcar diminuem ao longo dos cortes porque a deficiência hídrica aumenta, essa diminuição é na seguinte ordem em relação as épocas de colheita: produtividade no início de safra > meio de safra > final de safra.

Em média, a cada 100mm de deficiência hídrica, a produtividade reduz 7 toneladas por hectare (figura 1) que mostra a equação y (produtividade) = -0,0076x (deficiência hídrica) + 102,79

Substituindo x igual a 100mm resulta a diminuição de 7,36 t/ha.

Figura 1. Relação entre deficiência hídrica e produtividade de cana-de-açúcar.
Figura 1. Relação entre deficiência hídrica e produtividade de cana-de-açúcar.

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Nova Curiosidade! Dezembro de 2020!

Muitas vezes, os valores de argila de acordo com sua pegajosidade no tato do solo molhado é bem diferente dos valores de argila revelado na análise granulométrica, para a mesma amostra.

Se você tem experiência na textura de campo, nas grandes divergências decidir pela informação de campo e nunca do laboratório.

O livro abaixo e o respectivo texto em destaque cita exatamente o que ocorre na prática.

Capa do Livro: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Pedologia Fundamentos
Capa do Livro: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Pedologia Fundamentos.


"A determinação da textura no campo deve ser feita, mesmo quando a amostras de solo são enviadas ao laboratório para análises granulométricas, pois auxilia na verificação da coerência dos resultados obtidos, possibilitando a identificação de incorreções nas análises, produzidas por falhas na execução das determinações ou imperfeições metodológicas."

Esse problema tem sérias implicações na classificação pedológica, pois um solo que não possui gradiente textural elevado no tato, pode ter gradiente textural pelos dados de granulometria do laboratório, ou vice-versa.

Há 42 anos acompanho esse problema pedológico!

Solos semelhantes, características diferenciais e aspectos de manejo

Alguns solos no campo apresentam certas semelhanças, mas precisam ser diferenciados porque diferem nos aspectos de manejo.

As possíveis semelhanças ocorrem em relação a coloração, estrutura, consistência e profundidade.

As figuras 1 a 4 destacam os solos que mostram algumas semelhanças no campo, mas que na realidade são diferentes.

Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.
Figura 1. Latossolo Vermelho (Foto: Hélio do Prado) e Nitossolo Vermelho (Foto: Thiago A.B. do Prado), ambos típicos textura muito argilosa A moderado.

Características diferenciais

Latossolo- horizonte B com estrutura subangular fraca e consistência muito friável, ausência de cerosidade.
Nitossolo- horizonte B com estrutura prismática que se rompe em blocos subangular forte, cerosidade forte e abundante.

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Solo-paisagem

Veja o vídeo destacando a relação solo-paisagem de: Latossolo Vermelho, Nitossolo Vermelho e Neossolo Litólico.

Esse conhecimento é muito importante nos estudos de gênese e levantamento de solos.

História da Pedologia

Em 1877 Dokouchaiev, pioneiramente, estudou os solos da Rússia considerando a distinta existência dos horizontes desde a superfície até a atingir rocha, estabelecendo assim a base da Pedologia, considerando além da diferenciação morfológica vertical do solo, seus constituintes, sua gênese. Essa ciência, relativamente recente, contribui para o desenvolvimento de uma nação porque informa as características dos solos, que são indispensáveis para o racional planejamento do uso das terras na agronomia, geologia, geografia, geomorfologia, biologia e na ecologia.

Formação do Solo

O tempo como fator de Formação do Solo

Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito. A figura abaixo ilustra a evolução do solo que aumenta de espessura ao longo do tempo.

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Indicações Pedológicas

Diversas classificações!

A Pedologia é uma ciência que possui uma lógica de abordagem que pode ser facilmente compreendida. Podemos identificar um solo como identificamos uma música, em uma canção não precisamos ouví-la inteira. No solo isto pode acontecer, não precisamos examinar diretamente todas as características morfológicas para classificá-lo.

Para detalhar este solo é fundamental o conhecimento das condições químicas, físicas e mineralógicas. A hierarquia da classificação de solos no Sistema Brasileiro consta na figura 1 e no Sistema Americano na figura 2.

Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

As cores citadas na sub ordem adjetivam de vermelho, vermelho-amarelo e amarelo os Latossolos e Argissolos, e de vermelho parte dos Nitossolos. As interpretações químicas pedológicas no nível de grande grupo podem ser examinadas, em detalhe, na enquete 27.

Para maiores detalhes sobre cor de solos no nível de subordem consultar a enquete 44.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Figura 2. Hierarquia do Sistema Americano de Classificação de Solos.

Apoio:

IPNI Jornal da Cana The International Union of Soil Sciences Natural Resources Management and Environment Departament ISRIC - World Soil Information